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'Temos que tratar bet igual tratamos cigarro', diz ministro da Fazenda

Ministro da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (24) que o governo bra...

'Temos que tratar bet igual tratamos cigarro', diz ministro da Fazenda
'Temos que tratar bet igual tratamos cigarro', diz ministro da Fazenda (Foto: Reprodução)

Ministro da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (24) que o governo brasileiro precisa continuar ampliando a regulamentação e a tributação das casas de apostas para desestimular o uso desses serviços pela população. "Temos que tratar bet igual tratamos cigarro. Temos que ir tratando com controle. As empresas que operam têm que pagar outorga e informar para o governo todas as apostas, por CPF das pessoas. De forma que a gente consiga chegar ao Ministério da Saúde e falar que temos apostadores contumazes no país. Vamos fazer um trabalho para essas pessoas pararem de apostar?", disse Durigan durante a Expert, evento da XP Investimentos. 🔎 Apostadores contumazes são pessoas que fazem apostas de forma frequente e contínua, e não apenas ocasionalmente. "Estamos aumentando o tributo [de bets] porque é justo, é devido e é um desincentivo a um mecanismo que atrapalha a vida das pessoas", completou. O ministro também reiterou a importância de limitar o acesso da população que já está financeiramente fragilizada às casas de apostas. Agora no g1 'Quem recebe benefício social, hoje, não pode apostar em bet. Quem recebe Bolsa Família, BPC, não pode apostar em bet. Quem se diz endividado e vai no Desenrola pra ter desconto e parcelar sua dívida, também não pode apostar em bet", disse Durigan, destacando que o governo também tem trabalhado para diminuir a publicidade de bets no país. População endividada O ministro da Fazenda também defendeu que o governo brasileiro e o sistema financeiro possam agir para estimular ou desestimular a tomada de crédito pelo consumidor. "Se a gente já sabe que determinado consumidor tem cinco plásticos [cartões de crédito] e está com a dívida atrasada, como podemos aprovar mais um cartão? Deveríamos pensar em como usar a nossa inteligência financeira de país para fazer estimulo ou desestímulo para tomada de crédito", disse. Segundo Durigan, grande parte das pessoas que estão endividadas atualmente tomaram crédito durante a pandemia e não conseguiram gerir seus débitos. "E quando a gente estratifica esses dados, o cartão de crédito é o principal elemento que impacta a vida das pessoas", afirmou, reiterando que o governo tem incentivado, por meio do programa, a troca de dívidas que tenham juros mais altos por aquelas que tenham taxas mais baixas. Quadro fiscal e dívida pública O ministro da Fazenda também voltou a afirmar que está comprometido com o quadro fiscal do país e projetou que a dívida pública deve estabilizar entre 2029 e 2030. "A projeção é que tenhamos 0,5% de superávit [receitas maiores do que despesas] no ano que vem. Eu gostaria de fazer mais, talvez com o aumento nos preços do petróleo e eventualmente diminuindo as subvenções que temos feito", disse. Durigan reforçou, no entanto, que o governo ainda tem outros desafios pela frente, como a política de juros dos Estados Unidos e a incerteza global diante de fatores como a guerra no Irã e o tarifaço imposto pelo presidente americano, Donald Trump. *Esta reportagem está em atualização